Vinhos do Tejo no Adegga WineMarket Lisboa 2018


Por José Manuel Moroso

Adega Cooperativa do Cartaxo

A Adega do Cartaxo, situada na margem Norte do rio Tejo, foi fundada por 22 associados e desde 1954 que está no mercado. A sua área social atinge os 700 ha e produz anualmente 7 milhões de litros, com os tintos em maioria representando 70%. Entre as suas marcas comercializadas, e só para citar algumas, vamos encontrar o Encostas do Bairro, o Plexus e o Bridão, entre outros

Casa Cadaval

Teresa Schonborn, Marquesa de Cadaval, é a produtora desta secular herdade de Muge que, diz-se, terá sido habitada pela rainha D. Leonor de Áustria, terceira mulher do rei D. Manuel I. Nos seus 400 anos de história, só a partir dos começos do século XVII passou a estar nas mãos da Casa Cadaval, que encerra mais uma curiosidade: o seu património de 5.400 ha é gerido por mulheres desde há cinco gerações consecutivas. Teresa Schonborn é actualmente a presidente do conselho de administração desta herdade de Muge com solos arenosos distribuídos pelas zonas do Campo e da Charneca. Os seus vinhos mais conhecidos são o Casa de Cadaval e os Pedro Padre.

Casal Branco

Desde 1775 que a Quinta Casal Branco se mantém na família Cruz Sobral. Situada a poucos quilómetros de Almeirim, tem 1.100 ha de terreno, dos quais 140 são de vinhas plantadas em terroir franco-arenoso na zona de Charneca, margem esquerda do Tejo. A sua enóloga, Joana Silva Lopes – a família produz vinho há mais de 3 gerações – é a grande responsável por trazer até nós vinhos como os Falcoaria e Quinta do Casal Branco.

Casal das Freiras

Esta quinta da zona de Tomar pertenceu a uma comunidade de freiras e é hoje gerida pela produtora Rita Vidal, que sucedeu a seu pai nos destinos da propriedade, em 2017. Mudou-se, por isso, com marido e filhas do Porto para Tomar e actualmente acompanha o trabalho nas vinhas e na adega, sendo também responsável pelo enoturismo e pela parte comercial. A propriedade tem 180 ha dos quais 12 são de vinha plantada em terrenos argilo-calcários, produzindo 6.600 garrafas/ano. Os seus vinhos estão no mercado com o rótulo Casal das Freiras.

Encosta do Sobral

várias gerações que a família de Pedro Sereno se dedica à cultura da vinha e do vinho. Pedro, que tirou o curso no Instituto Superior de Agronomia, é o enólogo e viticultor desta quinta de 60 ha, que possui os únicos terrenos de xisto na região do Tejo, junto a Tomar. Em conjunto com a acção da barragem do Castelo de Bode, estes terrenos emprestam aos seus vinhos qualidades que os distinguem: são intensos e vibrantes. Os seus vinhos mais marcantes ostentam no rótulo o nome da quinta Encosta do Sobral.

Enoport

A ENOPORT é um grupo formado, em 2005, resultante da fusão das mais antigas e emblemáticas empresas de vinhos portugueses, tais como as Caves Velhas, Caves Dom Teodósio, Adegas Camillo Alves, Cavipor e Caves Moura Basto. No total, são 350 ha de vinha e uma produção de 30 milhões de garrafas/ano. A sua propriedade na região do Tejo é a Quinta de São João Baptista, adquirida em 1987 pelas Caves Dom Teodósio. Como principais marcas chegam ao mercado os Quinta de São João Baptista, os Cabeça de Toiro e os Romaneira.

FALUA

O Grupo francês Roullier, um dos principais em todo o mundo no sector agroquímico e líder na nutrição vegetal e animal, adquiriu, em Setembro de 2017, 80 por cento da Falua, em Almeirim, à Gestimus de João Portugal Ramos. O seu projecto é aproveitar para testar nesta quinta as suas soluções de fertilização. Com 68 ha de vinha própria no terroir de proximidade aluvial do rio Tejo em zonas de Campo e Charneca, recorre também às uvas de mais 250 ha, estes em parceria mas com gestão da própria Falua. Produzindo mais de 5,5 milhões de garrafas/ano sob a responsabilidade da enóloga Antonina Barbosa, são especialmente reconhecidos os seus vinhos Conde de Vimioso e Falua.

Quinta da Alorna

Com história única – realçe para o seu Palácio construído por D. Pedro de Almeida Portugal, em 1725 -, a Quinta pertenceu à Marquesa de Alorna, que esteve enclausurada 18 anos no Convento de Chelas devido à ligação da sua família aos Távoras, perseguidos pelo Marquês de Pombal. Hoje, a Quinta está ligada a um projecto encabeçado pelas 4ª e 5ª gerações da família Lopo de Carvalho. Com 220ha de vinha nas zonas do Campo e Charneca, produzem anualmente 1,85 milhões de litros sob a responsabilidade da enóloga Martta Reis Simões. Os seus vinhos mais conhecidos são os Quinta da Alorna e os Marquesa de Alorna.

Quinta da Atela

Situada em Alpiarça, foi adquirida há cerca de um ano pela empresa Agropecuária da Quinta Vale Ventos, que está inserida no grupo económico Valgrupo. Os seus 100 ha de vinha, as mais velhas com mais de 45 anos e as mais novas com 10 anos, produzem 150 mil garrafas/ano de vinho branco e 600 mil de vinho tinto. Os seus vinhos mais conhecidos são Quinta da Atela e Casa da Atela.

Quinta da Badula

A produtora Élia Marques Vitorino, 36 anos, é licenciada em Gestão de Empresas e integra a Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo. Com um projecto familiar nascido em 2007, altura em que foi plantada a primeira parcela de vinha, vê cinco anos depois os seus vinhos a chegarem ao mercado. Com a enologia entregue a António Ventura, coloca à venda 6.700 garrafas com uvas que saem dos seus 20 ha de vinha. Nos seus vinhos destacam-se o Quinta da Badula e o Badula Colheita Seleccionada. A Quinta da Badula situa-se em Rio Maior e tem este nome porque Badula era a alcunha que foi imposta aos antigos proprietários. Badula, recorde-se, é o nome dado a uma família de flores.

Quinta da Lapa (Produtor Adegga)

Fundada há mais de 300 anos, a Quinta da Lapa foi comprada, em 1706, por D. Lourenço de Almeida ao capitão Bartolomeu Lobo de Gama. Está situada próximo das férteis colinas a leste da Serra de Montejunto, na margem Norte do rio Tejo, na zona do Bairro, e os seus solos são argilo-calcários. Comprada em 1989 por José Guilherme da Costa, é actualmente a sua filha, Sílvia Canas da Costa, quem abraçou o projecto do pai, largando os seus 25 anos de trabalho na área da arquitectura para se dedicar em exclusivo à Quinta da Lapa. Dos seus 67 ha de vinha saem o Quinta da Lapa e o Clarete.

Quinta da Ribeirinha

A Quinta da Ribeirinha, na Póvoa de Santarém, começou com o patriarca da família, José Cândido, agricultor e que tinha o vinho como principal fonte de rendimento. Em 1995, o seu filho Joaquim Cândido, médico, decide apoiar a actividade do pai e avançou com a plantação de novas áreas de vinha. Em 2003, dois dos seus filhos juntam-se-lhe. Mariana Cândido, economista de formação, é hoje a produtora, em conjunto com o seu irmão Rui Cândido, um bioquímico que veio completar a equipa. Os seus 60 ha de vinha plantada em solos argilo-calcários trazem até nós vinhos como o Quinta da Ribeirinha e o Vale de Lobos da responsabilidade do enólogo César Machado.

Quinta Vale de Fornos

A sua história é rica. Foi comprada por Dona Antónia Adelaide Ferreira, a célebre Ferreirinha, para oferecer à sua filha pelo casamento desta com o 3º Conde da Azambuja. Diz-se que pelos seus vinhedos terá passado Cristóvão Colombo a caminho da casa de D. João II, em Vale do Paraíso, e também consta que as tropas de Napoleão se aquartelaram por aqui. Em 1972, esta quinta situada na Azambuja foi comprada pela família Duarte Monteiro. Entretanto, hoje faz parte de um projecto integrado no grupo Encostas de Alqueva e sob a responsabilidade do enólogo David Ferreira saem os seus vinhos Quinta Vale de Fornos, feitos com uvas vindas de solos argilo-calcários, arenosos e franco-argilosos.

Vinhos Zé da Leonor

A Casa Agrícola Rebelo Lopes é uma empresa familiar criada em 2012, mas a sua história já vem desde o início do século passado. Na altura, o Zé da Leonor, agricultor assim conhecido na zona de Riachos, adquiriu a Quinta Nova. Os tempos passaram e hoje o seu neto e bisnetos recuperaram a Quinta. Carlos Rebelo Lopes, engenheiro mecânico de profissão, e o filho, Pedro Rebelo Lopes, Geógrafo Físico e com curso de pós-graduação em Wine Business, estão agora à frente da gestão dos seus 4 ha, auxiliados pelo enólogo Filipe Sevinate Pinto. A sua produção é de 40.000 garrafas/ano.

Tejo é a primeira Região convidada e sobe ao Palco Adegga. No ano em que damos início às comemorações de 10 anos do Adegga WineMarket, apresentamos novidades no programa e, pela primeira vez, o Adegga convida uma região de vinhos a mostrar algumas das suas referências. Os Vinhos do Tejo ganham um espaço próprio dentro do Adegga WineMarket, com 14 produtores a apresentar uma selecção de vinhos com diferentes perfis. Duas provas comentadas com apresentação do jornalista Fernando Melo – “Fernão Pires em boa companhia” e “Os terroirs do Tejo e seus segredos” – sobem ao Palco Adegga , um espaço novo criado para dar destaque aos temas que se integram na experiência do evento.

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